O PT realiza periodicamente levantamentos sobre a aprovação de seus governos e já tinha apurado uma tendência de baixa, que agora foi confirmada pelo Datafolha: tanto a presidente Dilma Roussef quanto o prefeito Fernando Haddad, as duas principais vitrines petistas, apresentam queda de popularidade. Pior: o "sonho de consumo" do PT, o Governo do Estado de São Paulo, parece cada vez mais distante.
É óbvio que ainda é muito cedo para qualquer sentença definitiva, pois há incontáveis fatores objetivos e subjetivos que vão pesar na escolha do eleitor até outubro de 2014. Porém, começa a acender a luz amarela para a cúpula petista. Se é verdade que Dilma ainda lidera com folga, à caminho da reeleição, e Haddad ainda é muito bem avaliado nos primeiros cinco meses de gestão paulistana, também é visível que ambos já deixaram de ter a aprovação quase unânime que tiveram há algum tempo.
Por outro lado, o governador Geraldo Alckmin desponta como franco favorito para vencer a eleição paulista no primeiro turno contra todos os candidatos colocados: pelo PT, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; ou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Até o nome de Lula, a "arma secreta" cogitada pelos petistas para conquistar pela primeira vez o Governo do Estado, seria derrotado hoje com folga pelo governador tucano, segundo o Datafolha.
Também as candidaturas-satélites da base do PT, Paulo Skaf (PMDB) e Gilberto Kassab (PSD), que intensificaram nos últimos meses as críticas ao governo do Estado, parecem não representar qualquer ameaça à reeleição de Geraldo Alckmin, mantendo o PSDB e seus aliados há 20 anos no poder - com expectativa de pelo menos mais quatro anos.
Na avaliação do paulistano sobre Haddad, a impressão que se tem é de continuísmo da gestão Kassab. Não há nenhuma ação efetiva que demonstre, como foi prometido na campanha eleitoral de 2012, o "novo" modelo de governar do PT. Ao contrário, em vez do "novo" Haddad, a sensação é de Kassab "de novo". Não por acaso, a base governista é a mesma, assim como métodos, práticas e conceitos de gestão.
Identificado o problema pela cúpula petista, não surpreenderá se nas próximas semanas tanto Dilma quanto Haddad intensificarem os gastos com publicidade e abrirem os cofres públicos para ações pontuais de marketing, "inventando" novos programas e ações midiáticas. Veremos...
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segunda-feira, 10 de junho de 2013
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Cadê o PT para protestar contra aumento do ônibus?
A contradição do PT é gritante: onde estão os seus militantes que adoram sair às ruas para protestar contra os aumentos da tarifa de ônibus? Estranho! Nas últimas manifestações, os petistas estavam na linha de frente: carregavam cartazes, bandeiras, atiravam pedras e enfrentavam a polícia, tudo com pose de artistas de Hollywood diante das câmeras de TV.
Ai de quem ousasse apontar o dedo para os atos de vandalismo. Seria tachado de "direitista" e execrado nas redes sociais. Pois agora a situação se inverteu. Os protestos são contra o prefeito Fernando Haddad (PT), os manifestantes carregam bandeiras do PSOL, do PSTU e do Movimento Passe Livre, e o PT vem "lamentar a baderna, os transtornos causados e o excesso de violência".
Mas - curioso! - o PT agora só enxerga a "violência" e o "excesso" dos manifestantes - não da polícia, que reagiu com rigor aos atos de vandalismo.
PT: quem te viu, quem te vê...
Em fevereiro de 2011, os vereadores do PT estavam nas ruas de braços dados com os manifestantes, hipocrisia e demagogia à parte, defendendo os mesmos "excessos" e acusando a "violência" apenas da PM. Culpa, obviamente, do prefeito e do governador.
Os petistas José Américo e Antonio Donato, por exemplo, disseram que apanharam enquanto apoiavam as manifestações e faziam discursos inflamados contra o aumento da passagem de R$ 2,70 para R$ 3,00. Acusavam a "polícia de Kassab e Alckmin" de agressão, contra "pessoas indefesas que exerciam seu direito de cidadania".
O que mudou de lá pra cá? Saiu Kassab, entrou Haddad. Na prática, trocou-se seis por meia-dúzia. A população nem se deu conta da mudança. Não por acaso, o PSD kassabista é um dos mais fiéis partidos da base de sustentação do governo. Em vez do "novo" prometido pelo PT, está aí "de novo" a mesma turminha adesista.
Cabe como uma luva a piada: são políticos e partidos verdadeiramente "independentes", esses que cercam Haddad. Porque, independente de quem assume a Prefeitura, eles continuam no governo. Independência mais explícita e conveniente não há...
E a "polícia de Haddad e Alckmin" agora é poupada pelos antes combativos parlamentares do PT, hoje acomodados no governo e defensores da ordem e do direito de ir e vir dos cidadãos que se sentem prejudicados pela ação dos manifestantes. Mudaram os interesses, mudou o discurso.
Campo de batalha
O centro de São Paulo virou um caos na noite desta quinta-feira, 6 de junho. Mais de 2.000 pessoas fecharam as avenidas Paulista, 23 de Maio e Nove de Julho, promovendo quebra-quebra e interditando o trânsito com barricadas de fogo. A PM utilizou balas de borracha, gás e bombas para tentar conter depredações, sem sucesso; houve 15 detidos e 3 feridos.
O reajuste da tarifa de ônibus, metrô e trens, de R$ 3 para R$ 3,20, vale desde domingo e ficou bem abaixo da inflação. A alta dos ônibus foi de 6,7%, contra 15,5% do IPCA. O aumento foi decidido pelo prefeito Fernando Haddad (PT) e pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Partidinho água com açúcar de Kassab
O ex-prefeito Gilberto Kassab, alvo das manifestações de fevereiro de 2011, passou de vidraça a pedra. Hoje é ele quem aproveita a situação para atacar o governo Alckmin, cujo vice Guilherme Afif (PSD)acaba de assumir um ministério de Dilma. Tudo desinteressadamente, claro, pelo bem do país.
O PSD, ajuntamento frankenstein presidido por Kassab e transformado casuísticamente em partido da base governista pela mesma legislação que hoje tenta derrubar (leia aqui editorial da Folha), saiu ontem em defesa de Haddad e provocou no twitter o PPS/MD33. Acompanhe:
MD33 São Paulo @MD33SP
O que o prefeito @Haddad_Fernando tem a dizer sobre a manifestação dos estudantes contra o aumento da tarifa de ônibus? Cadê o homem? Sumiu?
psd.novasideias.sp @psdnovasideias
A polícia é do Gov. do Estado...
MD33 São Paulo @MD33SP
Vai ver o vice @guilherme_afif (neopetista) mandou baixar paulada nos manifestantes ;-)
psd.novasideias.sp @psdnovasideias
Polícia é do Geraldo @MD33SP ... O @guilherme_afif cuida dos empreendedores.
MD33 São Paulo @MD33SP
Entendemos tarefa ingrata do @psdnovasideias: defender vice @guilherme_afif e seu partido que "não é esquerda, nem centro, nem direita"...
psd.novasideias.sp @psdnovasideias
MD33 São Paulo @MD33SP
Ei @psdnovasideias Vcs querem mesmo falar sobre "novos partidos" casuísticos, que abrem janela para adesismo ao governo e recursos do fundo?
Voltem qdo vcs tiverem um partido @MD33SP ... alias qdo organizamos o PSD seu presidente tb foi contra novos partidos. ta no site.
MD33 São Paulo @MD33SP
Engraçado @psdnovasideias: lei que vale para @gilbertokassab_ aderir ao governo do PT não vale para os partidos de oposição? Oportunistas!
Esta polêmica de ontem, entre PSD e PPS/MD33, não foi a primeira vez em que os dois partidos se confrontam no twitter. Releia aqui relato da jornalista Julia Duailib, do Estadão.
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quinta-feira, 6 de junho de 2013
PT de bandeja: Salomé, Herodes e João Batista
Pega mal chamar Marco Feliciano de Salomé e o ministro Padilha de Herodes, nesta reedição do pedido da cabeça de João Batista?
Pois foi o que aconteceu, quase uma paródia bíblica, na demissão do diretor do Ministério da Saúde, após pedido do deputado Marco Feliciano ao ministro Padilha, contra a polêmica propaganda sobre o Dia da Prostituta.
Pois foi o que aconteceu, quase uma paródia bíblica, na demissão do diretor do Ministério da Saúde, após pedido do deputado Marco Feliciano ao ministro Padilha, contra a polêmica propaganda sobre o Dia da Prostituta.
Não contente em fazer a fama do deputado Marco Feliciano (PSC), entregando a ele a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e garantindo a sua reeleição em 2014 (provavelmente como um dos mais votados), o PT completou a obra ontem. Leia aqui.
Agora, essa! Dia das Prostitutas: Ministro Padilha pede desculpas a Marco Feliciano. Deputado exigiu a cabeça de diretor e ministro a entregou na bandeja! Leia mais.
Kit-gay: ministro Haddad fez e negou. Campanha do dia da prostituta: ministro Padilha fez e negou! Motivo: pressão evangélica!
Seguindo os passos de Fernando Haddad, o potencial candidato ao Governo de São Paulo pelo PT, Alexandre Padilha, acha um culpado para entregar a cabeça e repete o modus operandi de bajulação à bancada evangélica!
Pouco importa respeitar mulheres, homossexuais ou direitos humanos: o que interessa ao PT, a Haddad e Padilha é voto! Dane-se o resto!
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Já começou a azedar a lua-de-mel com Haddad?

Aliás, parece sintomático que o partido kassabista seja um dos mais fiéis da base de sustentação do prefeito Haddad, em sintonia com o apoio dado à presidente Dilma Roussef e o compromisso de estar coligado ao PT na reeleição dela em 2014. Nada que surpreenda, pois Kassab já havia ensaiado o apoio a Haddad na eleição de 2012, antes de José Serra entrar na disputa e forçar o adiamento do projeto adesista que orientou o PSD desde a sua criação.
No início do sexto mês da gestão Haddad, porém, com o tratamento pouco democrático e desrespeitoso do Legislativo pelo Executivo, que encaminha uma série de projetos para aprovação a toque de caixa, sem qualquer discussão com os vereadores, começa um certo desconforto na folgada maioria governista. Parlamentares do PTB e do PMDB, principalmente, já questionam a aprovação às cegas dos projetos do Executivo.
Projeto "dois em um"
Está na pauta da Câmara Municipal para segunda e definitiva votação, na sessão desta quarta-feira, 5 de junho, o projeto que cria a Agência São Paulo de Desenvolvimento - e, em mais uma daquelas manobras desnecessárias que demonstram a "esperteza" do governo, traz embutida no mesmo projeto a criação de uma empresa de economa mista, a São Paulo Negócios.
Se não bastasse a medida turbinar com novos cargos e orçamento extra a pasta do secretário Eliseu Gabriel (PSB), vereador licenciado e pré-candidato a deputado em 2014, o que pode significar um privilégio eleitoral, provocando o descontentamento dos colegas, o projeto traz mudanças administrativas que geram dúvidas até mesmo entre os vereadores do PT, mas que não são esclarecidas devido à pressa com que são levadas à votação as propostas do Executivo pelo líder do governo, o também petista Arselino Tatto.
Além da crítica pelo projeto "dois em um", que cria de uma só tacada a agência e a empresa, mas que deveriam ser apreciadas em votações separadas, como sugeriu o líder do PMDB, Ricardo Nunes, integrante da base governista, há outros questionamentos sem respostas sobre este projeto que foi apresentado originalmente pelo prefeito Kassab.
Quem paga a conta?
Por exemplo, o que justifica o aumento expressivo da quantidade de cargos de diretores e de conselheiros, tanto da agência de desenvolvimento quanto da empresa de negócios? Ou por que uma exigência que o PT fazia para aprovar o projeto, na época do Kassab, foi "esquecida" agora: uma emenda para impedir que custos com funcionários fossem bancados pelos cofres da Prefeitura? Ou seja, a empresa deveria gerar lucro ao menos para manter seu custeio. Mas parece que o PT não tem mais essa preocupação.
A São Paulo Negócios atuará na elaboração de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPP), e na atração de grandes investimentos para a cidade. Terá ainda como função “potencializar” a imagem da cidade como polo de negócios no Brasil e no exterior.
O órgão é uma reestruturação da Companhia São Paulo de Parcerias - SPP, criada na gestão Kassab. A estrutura, porém, terá duas diferenças esseciais: 1) A São Paulo Negócios funcionará como uma empresa privada, com funcionários contratados no regime de CLT, por "seleção pública", que é diferente de concurso público; e 2) A empresa passará a ter dotação orçamentária da Prefeitura, ou seja, receberá dinheiro dos cofres públicos para se manter.
Empreendedorismo
Antes mesmo da aprovação pela Câmara, a Prefeitura de São Paulo já firmou convênio com a Caixa Econômica Federal e com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) para a criação da Agência São Paulo de Desenvolvimento. A proposta é que cada subprefeitura receba uma praça de atendimento com postos de instituições bancárias e de ensino que irão assessorar microempreendedores, cooperativados e trabalhadores.
“Nós estamos encaminhando para a Câmara Municipal um projeto de lei que cria a nossa Agência de Desenvolvimento. Dentro das suas atribuições, esse serviço da Prefeitura de São Paulo vai ter um regime próprio de funcionamento mais ágil e mais moderno”, afirmou o prefeito Fernando Haddad.
As Subprefeituras e CATs (Centro de Apoio ao Trabalho) irão abrir espaços físicos para a implantação da Agência. As unidades contarão com o Sebrae e agentes ativos da Caixa Econômica Federal para a busca de oportunidades para o microcrédito, além de apoio jurídico, contábil, financeiro e no que diz respeito à educação profissional.
“Precisamos coordenar essa inteligência em proveito do cidadão, porque às vezes o cidadão tem o apoio do crédito, mas não tem o apoio do Sebrae. Às vezes tem o apoio do Sebrae, mas não consegue mão de obra especializada formada pelo Senac e pelo Senai. Consegue o apoio do Senac, mas não consegue registrar o acordo na Junta Comercial. Essa via-crúcis será substituída por uma praça de atendimento, espécie de Poupa-Tempo do microempreendedor, que vai ser regularizado e vai receber o apoio necessário”, explicou Haddad.
A parceria com a Caixa Econômica Federal irá viabilizar operações de Microcrédito Produtivo Orientado (Crescer), destinado aos empreendedores populares, formais e informais que tenham faturamento anual de até R$ 120 mil. Também serão oferecidas operações de micro-finanças que, juntas, promoverão o empreendedorismo local e a economia popular no município.
O Senai irá oferecer toda a consultoria necessária para a abertura e gerenciamento de empresas, além de promover cursos e treinamentos. Caberá à Prefeitura incentivar o empreendedorismo oferecendo atendimento especializado para a obtenção de crédito e desenvolver ações de educação financeira e orientação para o negócio junto aos empreendedores da cidade.
Os trabalhos serão coordenados pelos secretários Eliseu Gabriel, de Trabalho e Empreendedorismo, e Chico Macena, de Coordenação das Subprefeituras. De acordo com Haddad, esse ano já será possível estabelecer os primeiros escritórios da Agência São Paulo de Desenvolvimento.
“Nós estamos encaminhando para a Câmara Municipal um projeto de lei que cria a nossa Agência de Desenvolvimento. Dentro das suas atribuições, esse serviço da Prefeitura de São Paulo vai ter um regime próprio de funcionamento mais ágil e mais moderno”, afirmou o prefeito Fernando Haddad.
As Subprefeituras e CATs (Centro de Apoio ao Trabalho) irão abrir espaços físicos para a implantação da Agência. As unidades contarão com o Sebrae e agentes ativos da Caixa Econômica Federal para a busca de oportunidades para o microcrédito, além de apoio jurídico, contábil, financeiro e no que diz respeito à educação profissional.
“Precisamos coordenar essa inteligência em proveito do cidadão, porque às vezes o cidadão tem o apoio do crédito, mas não tem o apoio do Sebrae. Às vezes tem o apoio do Sebrae, mas não consegue mão de obra especializada formada pelo Senac e pelo Senai. Consegue o apoio do Senac, mas não consegue registrar o acordo na Junta Comercial. Essa via-crúcis será substituída por uma praça de atendimento, espécie de Poupa-Tempo do microempreendedor, que vai ser regularizado e vai receber o apoio necessário”, explicou Haddad.
A parceria com a Caixa Econômica Federal irá viabilizar operações de Microcrédito Produtivo Orientado (Crescer), destinado aos empreendedores populares, formais e informais que tenham faturamento anual de até R$ 120 mil. Também serão oferecidas operações de micro-finanças que, juntas, promoverão o empreendedorismo local e a economia popular no município.
O Senai irá oferecer toda a consultoria necessária para a abertura e gerenciamento de empresas, além de promover cursos e treinamentos. Caberá à Prefeitura incentivar o empreendedorismo oferecendo atendimento especializado para a obtenção de crédito e desenvolver ações de educação financeira e orientação para o negócio junto aos empreendedores da cidade.
Os trabalhos serão coordenados pelos secretários Eliseu Gabriel, de Trabalho e Empreendedorismo, e Chico Macena, de Coordenação das Subprefeituras. De acordo com Haddad, esse ano já será possível estabelecer os primeiros escritórios da Agência São Paulo de Desenvolvimento.
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terça-feira, 4 de junho de 2013
Por uma cidade mais viva, justa e acolhedora

Ari Friedenbach e Ricardo Young, vereadores do PPS
O compromisso do PPS e de seus dois vereadores com a população de São Paulo é ajudar a debater e aprovar um Plano Diretor que promova o desenvolvimento sustentável e garanta uma cidade mais feliz e acolhedora, sem perder de vista os ideais democráticos, da cidadania plena e da justiça social.
Esse compromisso tem como referência o "Programa Cidades Sustentáveis", iniciativa proposta pela Rede Nossa São Paulo, pela Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis e pelo Instituto Ethos, com o objetivo de que as cidades brasileiras se desenvolvam de forma econômica, social e ambientalmente sustentável.
A capital de São Paulo sempre foi generosa com sua população, tanto com os nascidos aqui quanto com os que a escolheram para viver. Durante dezenas de anos, São Paulo foi um polo de atração de migrantes de várias partes do Brasil, que buscavam aqui a prosperidade, oportunidades e qualidade de vida. Por isso, é difícil crer que 56% dos moradores se mudariam da cidade se tivessem possibilidade de fazê-lo, conforme apontou uma pesquisa realizada pela Rede Nossa São Paulo no início desse ano.
Esse dado importante nos leva a refletir o porquê desse desejo. O que levou a cidade a perder sua magia e encanto. Uma das respostas vem da própria pesquisa: para 91% dos paulistanos, a violência é a principal preocupação dos moradores, que consideram São Paulo um lugar pouco ou nada seguro para se viver. Violência em geral, assaltos/roubos, tráfico de drogas e sair à noite são as situações que geram mais medo no dia a dia na cidade.
Nosso partido tem como bandeira a qualidade de vida. Segurança é componente fundamental para garantir o bem estar. Como o combate à violência é função do estado e não do município, a ajuda, no âmbito municipal, é mais de prevenção e monitoramento.
A cidade pode colaborar, por exemplo, dando a importância merecida a Guarda Civil Metropolitana, cujo efetivo está defasado. Dos cerca de 6 mil colaboradores, apenas 1,5 mil estão realmente nas ruas fazendo o trabalho de prevenção. Por isso, tirar do papel o concurso público, que não acontece desde 2004, é fundamental. Além disso, precisamos melhorar as condições de trabalho, com mais treinamento, equipamentos modernos, melhores salários para o efetivo da corporação.
A cidade também pode colaborar com a melhoria na prestação de serviço de iluminação pública. Hoje, esse serviço, que é terceirizado para uma concessionária, privilegia a iluminação de vias por onde passam carros. No entanto, as calçadas, muitas vezes estão mal iluminadas, facilitando ações de criminoso. Nos bairros de periferia o problema ainda é mais grave, já que ainda há muitos locais que não contam com iluminação pública.
A cidade também deve enfrentar a questão da educação de qualidade. A pesquisa da Rede Nossa São Paulo também afirma que na educação, a falta de vagas em creches/pré-escolas e a falta de respeito e valorização dos profissionais da educação destacam-se entre os pontos mais críticos na percepção dos paulistanos. As escolas municipais, que atendem principalmente os alunos do ensino fundamental, devem ter o foco na capacitação de professores, na formação cidadã das crianças e na educação em período integral.
As cidades são o destino de tudo que é produzido no planeta. Porém, não devolvem quaisquer benefícios para o ambiente; apenas o sugam. São buracos negros. Para evitar que esses buracos drenem com cada vez mais intensidade as matérias-primas que sustentam a Vida, precisamos garantir uma reviravolta na urbanização. E São Paulo, a grande consumidora dos recursos naturais do país, pode ser um exemplo de reversão desse processo.
O Plano Diretor só será capaz de reverter essa fórmula da insustentabilidade se equilibrar os pilares econômico, social e ambiental no cerne de sua lógica. A versão elaborada em 2002 trata os problemas ambientais em itens periféricos e desarticulados de outras propostas. O desafio dos vereadores agora é exercitar, até o final do ano, um olhar sistêmico sobre a cidade, com ouvidos atentos à sociedade civil paulistana.
Diversas organizações formularam o plano “São Paulo 2022”. A publicação reúne diretrizes e metas, com base no sucesso de grandes cidades pelo mundo, para que a São Paulo dos próximos dez anos seja mais democrática - com o poder descentralizado - e saudável - com rios despoluídos e descanalizados, 100% dos resíduos sólidos reciclados, expansão das áreas verdes como alívio para o clima, entre outros.
A proposta ainda mostra a viabilidade da mobilidade urbana, economia criativa e inclusão digital. Sua maior contribuição, no entanto, é expor a fórmula, que se equaciona quando retornamos para o ambiente os benefícios que retiramos. Desinventar o lixo e fazer com que a vida útil dos produtos também seja circular, como todos os processos naturais, é um dos exemplos de como devem funcionar as políticas para uma cidade sustentável. Nela, o ser humano troca o papel de “sujeito de direitos infinitos” pelo de Guardião da Vida.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Um guia rápido e prático para entender a Mobilização Democrática (MD33)
Todo mundo já ouviu falar na fusão do PPS com o PMN para a criação da Mobilização Democrática (MD33), mas pouca gente percebeu a importância desse ato político - e muitas perguntas ficaram sem resposta. Vamos ressaltar alguns pontos, para reflexão:
- A MD33 surge para quebrar a polarização estabelecida entre PT e PSDB, permitindo a consolidação de uma via alternativa e transformadora para o país.
- A MD33 nasce na oposição ao governo do PT, abrindo uma "janela" para recepcionar lideranças, parlamentares e membros da sociedade objetivando atuar de maneira vigorosa nas próximas eleições presidencias. Nesse sentido, a MD33 visa articular um bloco das forças políticas fundamentado no diálogo com todas as potenciais candidaturas presidenciais de oposição, notadamente Marina Silva (#REDE) e Eduardo Campos (PSB).
- A "janela" aberta com a criação da MD33 deve ser a última oportunidade legal, devido à emenda constitucional que dificulta a criação de novos partidos, para a movimentação de deputados, senadores, prefeitos e vereadores descontentes nos seus atuais partidos, que podem trocar de legenda sem risco de perderem seus mandatos, e ainda levando consigo parcela do tempo de TV e do fundo partidário.
- Aos apoiadores da ex-senadora Marina Silva, a MD33 é uma segurança no caso da Rede Sustentabilidade não ser formalizada ou reconhecida pelo TSE a tempo de disputar a eleição de 2014. Nesse caso, tanto os parlamentares apoiadores de Marina quanto ela própria podem recorrer à MD33 para disputar a eleição em 2014, sem a urgência de oficializar o seu novo partido, a #REDE, até outubro de 2013 (um ano antes do pleito, como a legislação determina).
- Aos apoiadores do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é também um pólo atrativo de parlamentares e detentores de mandato, principalmente dissidentes de partidos da base governista, que podem recorrer à janela aberta pela criação da MD33, num caminho idêntico (mas em sentido inverso), por exemplo, ao trilhado pelo PSD de Gilberto Kassab, fundado para enfraquecer as siglas de oposição.
- Ao contrário de um novo partido iniciado do "zero", que necessita de mais de 500 mil assinaturas em pelo menos nove estados diferentes, entre outras exigências burocráticas para a sua formalização, um partido originado da fusão de dois outros reúne os filiados de ambos - e da mesma forma abre a "janela" para novas filiações.
- Na direção da MD33, além dos fundadores do PPS e do PMN, está garantido estatutariamente um espaço para as novas lideranças e detentores de mandato que se filiarem ao partido, em todas as instâncias (nacional, estadual e municipal), assegurando a participação integrada e democrática de todos.
- A "janela" que se abrirá para detentores de mandato oriundos de qualquer partido se filiarem à MD33 terá a duração de 30 dias a partir do reconhecimento oficial, pelo TSE, da fusão do PPS com o PMN, o que deve acontecer nos próximos dias.
- Aos demais interessados em disputar a eleição de 2014 e que não tenham mandato atualmente, vale o prazo de um ano antes da eleição: ou seja, podem se filiar à MD33 até outubro de 2013.
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domingo, 2 de junho de 2013
#REDE33 - A Rede da Esquerda Democrática
O Blog MD33 - Mobilização Democrática é a continuidade do trabalho que vinha sendo realizado no Blog do PPS, extremamente original e bem sucedido desde o início de 2007, servindo de fonte de informação e referência para jornalistas, militantes partidários e cidadãos em geral que buscam notícias confiáveis e opiniões coerentes.
Surgiu neste Blog o conceito da política em #REDE, com a inovadora tese da #REDE23, que reeditamos para #REDE33 com o nascimento da Mobilização Democrática (MD33), oriunda da fusão do PPS com o PMN em 17 de abril de 2013, como resposta a um deplorável golpe da base governista no Congresso contra os partidos de oposição ao PT.
Em resumo, o conceito da #REDE33 é o seguinte:
Na democracia contemporânea os partidos não se bastam. Dependem, para fazer política, do estabelecimento e manutenção de redes de relações com movimentos, instituições, grupos na internet e até com personalidades influentes nos temas que trabalham.
O partido não mais pode manter a posição de vanguarda da época da circulação restrita de informação e deve assumir a postura de interlocutor dos movimentos, co-formulador de suas reivindicações, à luz de suas diretrizes mais gerais, e seu tradutor na linguagem das leis e das políticas públicas.
Para tanto, a Mobilização Democrática (MD33) mantém a sua #REDE33, um movimento de discussão e mobilização em torno de objetivos comuns, que abrange outras siglas partidárias, entidades, organizações, sindicatos, associações, cidadãos interessados e grupos organizados na internet.
A #REDE e a #NovaPolítica não são exclusividade de uma só legenda, uma única liderança ou um grupo restrito. É uma iniciativa que reúne gente de bem, de dentro e de fora dos partidos!
#REDE33 = Partido é interlocutor dos movimentos, co-formulador de suas reivindicações e tradutor na linguagem das leis e políticas públicas.
Devemos sair da "zona de conforto" e avançar, dialogar, agregar esforços, idéias e pessoas neste movimento transformador. Que venha a política em #REDE.
A #REDE não substitui a participação física do cidadão, sua presença na rua, o compromisso com a mudança, assumido com responsabilidade pessoal.
Em termos de participação política, a #REDE torna possível mobilização instantânea, sempre que agenda formulada encontre eco na sua motivação.
Não subestimemos potencial de mudança revolucionário que novas tecnologias da informação trazem aos cidadãos em #REDE.
A política deixa de ser monopólio dos partidos, embora as eleições no Brasil ainda o sejam. Esse é o maior desafio a ser enfrentado em #REDE.
Há crise de representação política em todos os países democráticos. #REDE = Cidadão não quer mais intermediários para atender suas demandas.
#REDE deve ser capaz de colocar o Brasil na rota do desenvolvimento sustentável e gerador de riquezas para distribuir com justiça a renda nacional.
Objetivo da #REDE33 é debater nas ruas e nas redes com cidadãos interessados, movimentos, instituições, outras siglas partidárias e entidades diversas.
Em #REDE devemos defender mudanças estruturais profundas: reforma do Estado, reforma tributária, reforma política, reforma do Judiciário.
Fazemos política em #REDE por via alternativa para governar o país, fortalecer a democracia e desenvolver o poder local.
Podemos e queremos ser protagonistas desta #NovaPolítica, tanto na forma quanto no conteúdo.
Atuamos em #REDE para proporcionar ação eficaz e revolucionária daqueles que já fazem (ou que pretendem fazer) política também por fora dos partidos.
A #REDE torna factível a oportunidade de consolidar uma nova formatação política diante da crise do atual modelo partidário (aqui e no mundo).
Política em #REDE para livrar os partidos das armadilhas burocráticas e das amarras hierárquicas; Política em #REDE verdadeiramente acessível e inteligível para a sociedade.
Muito se fala da #NovaPolítica, da falência do atual modelo partidário e da crise de credibilidade das instituições. Faça parte da #REDE33!
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Boataria sobre Bolsa Família expõe Governo Dilma
Quando a presidente Dilma Roussef aponta como "criminoso" e "desumano" quem supostamente teria espalhado o boato que o Bolsa Família vai acabar, será que está incluindo a si mesma, ao seu marqueteiro João Santana e à sua base de apoio, que passaram as campanhas de 2006 e 2010 afirmando que votar contra o PT era decretar a interrupção desse programa? Relembre aqui.
Se não bastassem as declarações desastradas do PT apontando a "oposição" como culpada pelos boatos sobre o fim do Bolsa Família, levando a uma correria desesperada aos bancos, em todo o país, o fato - por si só - demonstra a fragilidade e a falácia deste programa assistencialista e compensatório, que de medida emergencial necessária passou à política definitiva de cunho eleitoral.
Pois então quer dizer que a "classe média" de Lula e Dilma é essa que se mata nas filas por R$ 70,00? É possível dizer que essas pessoas estão fora da linha da pobreza, como determina o óbvio slogan governista: "País rico é país sem miséria"? Ou, pior: 22 milhões de pessoas estão comprovadamente na "pobreza extrema", menos para a propaganda oficial do governo, que "esconde" a inflação nos seus cálculos para mostrar um país dos sonhos inexistente.
País rico é país sem miséria. País miserável é o que tem o PT no poder.
Leia mais:
Agora o PT quer monopolizar os Três Poderes?
Se não bastassem as declarações desastradas do PT apontando a "oposição" como culpada pelos boatos sobre o fim do Bolsa Família, levando a uma correria desesperada aos bancos, em todo o país, o fato - por si só - demonstra a fragilidade e a falácia deste programa assistencialista e compensatório, que de medida emergencial necessária passou à política definitiva de cunho eleitoral.
Pois então quer dizer que a "classe média" de Lula e Dilma é essa que se mata nas filas por R$ 70,00? É possível dizer que essas pessoas estão fora da linha da pobreza, como determina o óbvio slogan governista: "País rico é país sem miséria"? Ou, pior: 22 milhões de pessoas estão comprovadamente na "pobreza extrema", menos para a propaganda oficial do governo, que "esconde" a inflação nos seus cálculos para mostrar um país dos sonhos inexistente.
País rico é país sem miséria. País miserável é o que tem o PT no poder.
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terça-feira, 21 de maio de 2013
Bancada do PPS é contra uso exagerado dos "congressos de comissões"
O chamado "congresso de comissões" foi uma exceção regimental aberta há alguns anos na Câmara de São Paulo para acelerar a votação de determinados projetos de interesse da maioria, sem a necessidade de enfrentar a tramitação normal pelas comissões de mérito (Constituição e Justiça, Finanças e Orçamento, Administração Pública, Política Urbana, Educação, Saúde etc.), num prazo que pode se estender por semanas ou meses.
Assim, em tese, o congresso seria uma reunião conjunta de todas essas comissões, para avaliação do mérito de cada projeto em pauta, seja de autoria do Executivo ou dos próprios vereadores. Porém, ocorrem dois problemas graves: primeiro, o que era para ser uma exceção virou a regra; segundo, é humanamente impossível que se avalie minimamente qualquer projeto da extensa lista que normalmente é submetida ao "congresso de comissões" para, em poucos minutos, receber parecer favorável.
Ou seja, na prática, o "congresso de comissões" é utilizado regularmente para aprovar a toque de caixa um sem-número de projetos que, por vias normais, seriam barrados nas comissões. Mas por que, então, isso acontece? Porque os vereadores paulistanos têm um acordo tácito de aprovação da mesma quantidade de projetos de cada um deles, independente da qualidade ou do mérito desses projetos.
Deu para entender? É assim: tanto faz se o vereador "A" tem vinte projetos de qualidade e importância para a cidade e o vereador "B" tem apenas dois projetos bizarros ou esdrúxulos. Por acordo dos líderes de cada bancada, virou praxe na Câmara que cada vereador aprovará ao final do mandato uma quantidade idêntica de projetos de lei que seguirão para sanção ou veto do prefeito.
Se o número acordado for de dois projetos de lei, por exemplo, o vereador "A" escolherá entre os seus vinte projetos os dois que encaminhará para aprovação (normalmente em votação simbólica, aquela em que os vereadores que concordam "permanecem como estão"); e o vereador "B", igualmente, tem garantida a aprovação dos seus dois projetos bizarros. Pouco importa. Ficou estabelecido que não se discute o mérito do projeto de cada um. A qualidade deu lugar à quantidade, nivelando (por baixo) a "produtividade" parlamentar.
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sexta-feira, 17 de maio de 2013
PT odeia classe média, mas ama elite
Rendeu muita polêmica a declaração da filósofa petista Marilena Chauí sobre o ÓDIO que ela (e o PT, de modo geral) tem da "classe média".
Isso é emblemático no momento em que o chamado "governo de coalizão", ou de cooPTação, ensaia investidas perigosas contra instituições democráticas, tenta monopolizar os Três Poderes, prega o "controle social da mídia" (nova roupagem para a velha censura) e faz de tudo para desmobilizar os partidos de oposição.
Reveja aqui o que pensa Marilena Chauí (ela pensa, mesmo? Meu Deus!): "Eu ODEIO a classe média!"
Mas, enfim, o que é a "classe média"? Não era o próprio Lula que vivia se vangloriando pelo fato de o governo do PT ter "acabado com a miséria" e aumentado extraordinariamente a classe média? Pois, então.
O Blog do PPS já publicou uma série de textos sobre o uso político da "classe média": de Lula e Dilma a FHC, passando por Kassab e Claudio Lembo, até uma proposta de "refundação" do próprio PPS como "o partido da juventude e da classe média".
A verdade é que todo mundo corre atrás dessa parcela da sociedade que os intelectualóides do PT fingem agora desprezar.
O twitter @md33sp chegou a ironizar:
Perguntar não ofende, mas os "intelectuais" do PT se resumem hoje a Marilena Chauí, Emir Sader, Zé de Abreu e Paulo Henrique Amorim? ;-)
Na verdade, o PT adotou, no governo, o comportamento típico da elite que dizia combater quando foi forjado na oposição.
Pior: aliou-se aos grupos mais conservadores e reacionários para poder governar e se manter no poder, empurrando para a oposição e tentando desqualificar quem tem uma visão diferente da sua e se preocupa com "bobagens" como as instituições democráticas e os princípios republicanos.
Leia mais sobre a "classe média" e a política:
PPS: um partido para a juventude e para a classe média
Isso é emblemático no momento em que o chamado "governo de coalizão", ou de cooPTação, ensaia investidas perigosas contra instituições democráticas, tenta monopolizar os Três Poderes, prega o "controle social da mídia" (nova roupagem para a velha censura) e faz de tudo para desmobilizar os partidos de oposição.
Reveja aqui o que pensa Marilena Chauí (ela pensa, mesmo? Meu Deus!): "Eu ODEIO a classe média!"
Mas, enfim, o que é a "classe média"? Não era o próprio Lula que vivia se vangloriando pelo fato de o governo do PT ter "acabado com a miséria" e aumentado extraordinariamente a classe média? Pois, então.
O Blog do PPS já publicou uma série de textos sobre o uso político da "classe média": de Lula e Dilma a FHC, passando por Kassab e Claudio Lembo, até uma proposta de "refundação" do próprio PPS como "o partido da juventude e da classe média".
A verdade é que todo mundo corre atrás dessa parcela da sociedade que os intelectualóides do PT fingem agora desprezar.
O twitter @md33sp chegou a ironizar:
Perguntar não ofende, mas os "intelectuais" do PT se resumem hoje a Marilena Chauí, Emir Sader, Zé de Abreu e Paulo Henrique Amorim? ;-)
Falando sério: o que está acontecendo com Dilma, Lula e a base governista? Inferno astral? Deu bobeira geral? Ou começou a cair a máscara?
Pior: aliou-se aos grupos mais conservadores e reacionários para poder governar e se manter no poder, empurrando para a oposição e tentando desqualificar quem tem uma visão diferente da sua e se preocupa com "bobagens" como as instituições democráticas e os princípios republicanos.
Leia mais sobre a "classe média" e a política:
PPS: um partido para a juventude e para a classe média
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